ANGOSAT1 : O PERDEMOS MESMO?


Eu estava em Rondônia quando recebi a notícia que me deixou extremamente animado. Lembro que dei um grande pulo no meio do quarto enquanto olhava a notícia que pra mim, era a melhor do ano: Angola estava enviando para órbita o seu primeiro satélite, o ANGOSAT 1.

Lá em Angola, o clima era de muita alegria e senso de uma nova era para a tecnologia precária, e internet escassa. Creio que o lançamento do ANGOSAT1 no dia 26 de dezembro de 2017, um dia após a comemoração do natal, foi visto pelos angolanos como o maior presente de natal de todos os tempos, ou até mesmo como um presente divino. 

O satélite de fabricação Russa, custou 320 milhões ao Estado angolano povo angolano. Mas depois de mandado à órbita por volta das 19h no horário de Moscou (17 no de Brasília), a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão (Rússia), o ANGOSAT1 se despediu da terra e dos angolanos para nunca mais voltar. Na verdade, nenhum satélite é mandado  ao espaço pra voltar outra vez à terra. Mas para mandar sinal de lá para cá. Porém, nem sinal o ANGOSAT1 mandou! Depois de várias tentativas dos especialistas para mantê-lo em conexão com a central em solo, a notícia veio: perdemos o ANGOSAT1 e sem esperança de recuperá-lo.  Essa notícia foi uma das mais difíceis que angolanos já receberam. Porque, quem desejaria que isso ocorresse com seu primeiro satélite? 

A tecnologia que deveria durar por 15 anos, morreu em apenas uns dias. Simplesmente sumiu! E com isso, teorias da conspiração surgiram entre os mwangolés. Há quem acha que os russos desviaram propositalmente o satélite angolano, outros afirmam de que tem a mão dos EUA nessa história. E um terceiro grupo, simplesmente prefere acreditar  que são os angolanos que não têm sorte mesmo. Mas independente da teoria correta, uma  lição fica:   não comemorar demais antes do jogo terminar.

E agora, só nos basta esperarmos o lançamento do ANGOSAT2 -  e que desta vez, ele vá ao espaço e mande mesmo sinal. Afinal, os angolanos já têm makas demais para resolver.

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